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Crônicas de Colônia do Piauí, A televisão pública do Mercado

Nos dias de hoje, não ter aparelho de TV em casa seria algo impensado, ainda mais com os avanços onde o parelho deixou de apenas transmitir programas televisivos, e se transformou em um dispositivo multimídia, com conexão direta com a internet e smartphones.

Mas houve um tempo neste Saco do Rei, que televisão era um artigo de luxo, pois este objeto só era encontrado em poucas residências em Colônia do Piauí.

Se por um lado, não ter televisão era realidade dura, revelando assim as condições econômicas da maioria dos moradores locais, por outro lado, era um fator que aproximava as pessoas. Pois ao cair da tarde as residências que possuíam o aparelho, ficavam completamente lotadas, abarrotadas com crianças e adultos provindos dos diversos pontos de Colônia do Piauí. Os donos da casa mal podiam se locomover, pois o piso do local, estava completamente tomado por crianças, atentas aos acontecimentos da telinha, e ali ninguém podia deixar o seu lugar, nem mesmo para usar o banheiro, caso isso acontecesse, era certeza que na volta outra pessoa já havia se acomodado no local. Então todos se seguravam, não tinha intervalo. Agora pensem, em um local apertado cheio de gente, qual seria a situação diante de uma flatulência liberada no local?

Há notícias de pessoas se acomodando em janelas, nos quartos; os quais a porta dava para sala da tv e até mesmo do lado de fora da casa, era uma verdadeira festa diária. Toda essa maratona começava por volta das seis horas da tarde e terminava depois da novela das nove da noite. Mas era certo que no outro dia tudo iria começar novamente, creio que por mais que os donos da casa fossem cordiais, devia ser para eles um exercício cotidiano, receber as mesmas pessoas todo dia, toda semana, um ano inteiro.

Foi neste contexto quando da emancipação de Colônia do Piauí em 1992, sugiram as tvs públicas, isso mesmo televisão pública, coisa típica do interior, algo maravilhoso que aproximou as pessoas daquela época. A TV pública de colônia ficava localizada no Mercado Público, frente à praça Eustáquio Bispo e atraia várias pessoas que acompanhavam as programações televisivas, geralmente em um único canal. Os comentários sobre as novelas, filmes, eram acompanhados de muitas risadas contagiando a todos. Mas tarde foi a vez da zona rural receber tvs públicas, o Povoado Oitis, assim como a Localidade Angical.

A televisão pública em Colônia do Piauí, foi um marco cultural que enriqueceu a história do nosso povo, assim como anteriormente a reunião no lar de quem tinha o parelho encurtou as diferenças entre as classes, pois ali os mais favorecidos abriam suas portas aos mais pobres, ambiente propício a proliferação do calor humano.

Como dizia um antigo morador de Colônia do Piauí “Eita Colônia que tem coisa”.

Deus proteja Israel

Deus em Cristo Jesus, abençoe e salve o Brasil

Sobre o Autor

Deoclecio Neto de Sousa
Deoclécio Neto é cristão protestante, casado, tem um filho, é metido a escritor e poeta, e é apaixonado por literatura brasileira, história e filosofia.

Deoclecio Neto de Sousa

Deoclécio Neto é cristão protestante, casado, tem um filho, é metido a escritor e poeta, e é apaixonado por literatura brasileira, história e filosofia.

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