Viradouro é campeã do carnaval do Rio de Janeiro

A Viradouro é a grande campeã do carnaval 2020 do Rio de Janeiro. A escola, que defendeu o enredo “Viradouro de Alma Lavada”, somou 269,6 pontos, que garantiram seu segundo título do Grupo Especial, depois de um jejum de 23 anos. A disputa foi acirrada e emocionante, com Grande Rio e Beija-Flor, decidida apenas no último quesito, harmonia.

Este é o segundo título da escola. A escola de Niterói foi campeã do Grupo Especial do Rio em 1997. No ano passado, ela foi vice-campeã com um enredo sobre histórias encantadas.

A Grande Rio liderou a apuração até o penúltimo quesito, evolução, quando perdeu décimos preciosos devido a um problema no carro abre-alas, que prejudicou a evolução do desfile. A Beija-Flor, que vinha forte na disputa, também acabou perdendo pontos no fim. A agremiação de Niterói acabou ganhando de virada. 

Alexandre Durão / G1 

Fábio Tito/G1 

O enredo “Viradouro de alma lavada” falou sobre o grupo das Ganhadeiras de Itaupã, quinta geração de mulheres que lavavam roupa na Lagoa do Abaeté e faziam outros serviços em Salvador em busca da compra de sua alforria.

Este é o segundo título da escola. A escola de Niterói foi campeã do Grupo Especial do Rio em 1997. No ano passado, ela foi vice-campeã com um enredo sobre histórias encantadas.

Fábio Tito/G1 

O desfile mostrou as atividades que as Ganhadeiras exerciam: lavar roupa, carregar e vender água, cozinhar e vender alimentos, costurar, vender bugigangas etc.

Essas mulheres foram exaltadas no desfile como as “primeiras feministas do Brasil”, pela força que tiveram para ir atrás da liberdade e pela importância para a cultura da Bahia.

Foi o primeiro desfile do casal carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon juntos na Viradouro.

Fábio Tito/G1 

A cantora Margareth Menezes desfilou como destaque do carro que lembrou as cirandas de roda à beira do mar aberto, uma contribuição das Ganhadeiras à música baiana.

A rainha de bateria, Raissa Machado, pelo sétimo ano na Viradouro, vestiu uma fantasia em homenagem à rainha dos Malês, Luiza Mahin, uma das lideranças da revolta pela libertação dos escravos em Salvador.

O grupo de encerramento se chamava “Lute como uma mulher!”, e levou mulheres negras ligadas à pauta feminista para a avenida.

Alexandre Durão/G1 

Fábio Tito/G1 

Marcos Serra Lima / G1

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